Rota do Escravo é mais um atrativo do Estado de São Paulo
Foi lançada no dia 22 a Rota do Escravo que envolve 18 municípios do Litoral Norte de São Paulo, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. É a primeira do turismo étnico do Estado de São Paulo e servirá como ponte de integração entre as cidades visitadas e atenderá aos interesses dos estudiosos, professores, estudantes e turistas em geral que desejem aprofundar seus conhecimentos sobre o legado africano em terras paulistas. Para o secretário de Turismo do Estado, Fernando Longo, a Rota do Escravo será fonte de desenvolvimento das comunidades negras, que são verdadeiras reservas de conhecimento e cultura. São Paulo será o primeiro Estado brasileiro a criar essa Rota que tem o incentivo da Unesco- Organização das Nações Unidas para a Educação, à Ciência e à Cultura.
A Rota do Escravo surge para resgatar, de forma mais crítica e sistemática, o trabalho de historiadores e pesquisadores sobre o comércio de escravos africanos no país e tentar compreender melhor os fatos que o envolveram. Para Solange Cristina da Realitytour, operadora da Rota, em toda e qualquer cidade da região do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e do Litoral Norte, há marcas da passagem do africano, revelada através de documentos, marcos arquitetônicos, cultura, geografia e outros elementos que revelam parâmetros de dominação, ação e reação resultantes do sistema escravocrata no Brasil.
Roteiros- São seis roteiros à disposição dos turistas que queiram conhecer um pouco do turismo étnico paulista que mostrará a cultura dos negros africanos no país.
No primeiro roteiro passando por Tremembé, Taubaté e Pindamonhangaba, os turistas conhecerão a saga dos Barões do Café em terras do Vale do Paraíba, amparadas pela mão do negro africano escravizado. O segundo tem início também em Tremembé passando por São Luís do Paraitinga até Redenção da Serra para conhecer a movimentação pela Abolição da Escravatura e seus desdobramentos. O Roteiro 3 começa em Piquete, passa por Lorena e termina em Cruzeiro. O objetivo desse trajeto é mostrar aspectos da religiosidade e do “sincretismo” afro-brasileiro, além de perceber a presença do negro na economia cafeeira e nos caminhos do ouro.
Já o quarto roteiro que inclui Piquete, Guaratinguetá e Cunha também mostra aspectos da religiosidade e do “sincretismo afrobrasileiro”, o negro e sua expressão cultural, além perceber a presença do negro nos caminhos do ouro. O Roteiro 5 inicia-se em Piquete, passa por São José do Barreiro e finaliza em Bananal para reconhecer a presença do negro na sociedade escravista, dentro da economia cafeeira. E, finalmente, o sexto roteiro inclui São Sebastião, Ubatuba e Ilhabela onde será encontrado o elo entre passado e presente escravista no Brasil por meio de remanescentes de comunidades quilombolas, sítios arqueológicos e caminhos do ouro. Campos do Jordão

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